workshops vivenciais de arteterapia

O resgate do feminino é a finalidade deste conjunto de encontros com actividades manuais, partilha e reflexão em grupo

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A justiça

Acho a justiça um valor masculino, por oposição ao amor que acho um valor feminino.
Eu não acredito na justiça humana.
E então entrego nas mãos de Deus os assuntos quando pretendo que se faça justiça.
Neste momento, fui roubada, e houve estragos causados no acto do roubo.
Foram estragos materiais.
Ninguém se magoou felizmente.
Eu não sou muito ligada ao valor material das coisas, mas realmente para repor as coisas como estavam vou ter de trabalhar 6 meses.
Sinto-me amachucada, desrespeitada.
De acordo com a minha filosofia de vida sou levada a pensar, se isto aconteceu fora, é porque tem uma contrapartida interna.
Então vou á procura onde está dentro de mim a parte que rouba os meus recursos e que faz danos quando os rouba.
E realmente encontrei.
Eu tenho cá dentro um bando de sabotadores, que são a minha preguiça, o meu desleixo, o meu desinteresse, a minha arrogância, a minha crueldade,a minha ganância, a minha avidez que fazem muitos danos a mim própria.
É claro que somos todos feitos da mesma argila, então pergunto-me o que faço com as criaturas externas que me provocaram aqueles danos e com as criaturas internas que provocam noutro plano também danos a mim própria?
Pois já decidi.
Vou rezar pelos dois gangs, um externo e um interno.
Eu resolvo tudo a rezar.
Como já abdiquei da minha omnipotência, entrego a Deus, e á sua justiça estes meus gans e vou rezar.

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