A alimentação é a primeira função que a mãe tem com o seu bébé.
Ele nasce e é posto ao peito com o seu reflexo de sução.
Daí para a frente relaciona-se com a mãe, com os objectos e "conhece" através da boca.
Vem os dentes e aparecem as dores, a raiva de ter dores e a frustração começa a manifestar-se com as dentadas..
Tudo isto se passa na boca.
Conhecemos o prazer e a dor através da boca.
Daqui para um transtorno alimentar é o de um caminho onde surgiram acidentes.
As mães não provocam acidentes aos filhos propositadamente, mas provocam-nos por ignorância, por desleixo, por egoismo e negligência.
Estou a pensar na minha compulsão alimentar. O meu desmame aconteceu devido a uma tosse convulsa, a minha mãe não foi responsável, mas o problema foi criado.
Felizmente não é muito grave, mas existe.
Manifestou-se após a minha primeira gravidez.
É classico as mães ficarem com excesso de peso e esforçarem-se para voltar ao peso anterior.
Assim aconteceu comigo, por três vezes e sempre consegui.
Passou a ser mais dificil após o tratamento para a depressão com os medicamentos anti-depressivos.
Desde então tem existido uma luta de toca e foge, de vê e não vê, esforço-me e desisto.
Tenho feito de tudo, algumas coisas reultam melhor, outras pior, mas acabo sempre por ir desistindo, parece que a dificuldade é maior que eu.
Olho para o meu diário escrito há 30 anos para cá e o objectivo numero um, perder peso, ficar magra, está sempre presente.
Tenho tido periodos em que consigo mas volto ao mesmo.
Como psicoterapeuta que sou continuo a estudar este problema, porque é meu, e porque só aprendendo a curá-lo em mim, conseguirei ajudar os outros.
Assim a primeira coisa que aprendi é não negar, não esconder.
Aceitar que tenho este problema e olhar para ele sem vergonha.
Fico envergonhada de ser gorda.
Na nossa sociedade, ser gorda é sinal de desleixo, de preguiça, e não deixa de ser verdade, eu sou preguiçosa e desleixada comigo, mas tenho que me aceitar, amorosamente, como aceito as outras pessoas com tranquilidade.
Este é o primeiro passo, não negar, não esconder e aceitar que o transtorno é mais forte que eu.
Aqui o meu orgulho fica ferido.Eu não sou capaz de resolver isto!
Pois é, sou impotente perante esta dificuldade.
É aceitar perante Deus a minha pequenez e pedir ajuda.
Meu Deus ajuda-me a cuidar de mim, não estou a ser capaz.
Por qenquanto isto é só o que eu consigo fazer.
Tenho feito algumas tentativas de trabalho, com grupos de ajuda, workshops, estou ligada a algumas pessoas que como eu tem esta dificuldade, a elas dedico esta reflexão.
Estão todas comigo no meu coração, e continuo a acreditar que é mais possível juntos que separados.
Um suco de vegetais em jejum ajuda muito. Beijinhos
ResponderEliminarUm suco de vegetais em jejum ajuda muito. Beijinhos
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